fórum papelcartão sustentável
Espaço aberto para o diálogo entre os elos da cadeia de produção,
consumo e reciclagem de papelcartão em prol da sustentabilidade

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Meio ambiente

Toda a produção nacional de papelcartão é baseada nos princípios da sustentabilidade. Isso porque 100% das fibras utilizadas na sua produção são provenientes de florestas de pinus e eucalipto, plantadas para fins industriais e cultivadas de acordo com as mais modernas e eficientes práticas de manejo sustentável. Outra matéria-prima importante é o papel reciclado, que pode ser reaproveitado nos novos materiais. Essa matéria-prima é produzida com rigorosas técnicas ambientais, comercializada de acordo com a legislação brasileira e ajuda a preservar as florestas nativas, combatendo o efeito estufa. Além disso, proporciona a descentralização do desenvolvimento econômico, com geração de empregos em todas as regiões do País e evitando a exportação de postos de trabalho do Brasil para outras regiões.

 

O Brasil possui uma das maiores áreas de florestas nativas do mundo. São cerca de 5,1 milhões de quilômetros quadrados, o equivalente à metade de toda a Europa. Nessa área, ocupada por diferentes zonas climáticas e biomas, há 20% de todas as espécies vegetais do planeta. Segundo a Bracelpa – Associação Brasileira de Celulose e Papel, essa indústria contribui para a preservação, recuperação e estudo da biodiversidade desse patrimônio natural ao proteger 2,9 milhões de hectares, equivalentes a 3 milhões de campos de futebol, com vegetação nativa (florestas, campos naturais, banhados ou várzeas), com destaque para a Mata Atlântica.

 

A sustentabilidade do papelcartão tem origem na sua matéria-prima renovável, as florestas plantadas. Essas florestas são fundamentais para o ciclo da natureza, servindo de corredores ecológicos para animais.

 

Vale ressaltar também que o papelcartão é biodegradável e 100% reciclável. No Brasil a taxa de reciclagem do papel situa-se nos melhores padrões internacionais e registrou crescimento de 45% nos últimos dez anos, segundo o Relatório de Sustentabilidade 2010 da Bracelpa.

 

O respeito ao meio ambiente na produção de celulose e papel

 

  • Carbono

 

O agravamento do efeito estufa em consequência da emissão, pelo homem, de determinados gases na atmosfera tem sido reconhecido mundialmente como fator indutor de alterações no clima do planeta. Para minimizar essas mudanças, a indústria de celulose e papel do Brasil figura como grande aliada já que as florestas plantadas contribuem significativamente para a absorção de CO2 da atmosfera e para o estoque de carbono.

 

Os 2,2 milhões de hectares de florestas plantadas para fins industriais absorvem, me média, o triplo do volume de gases emitido por outras etapas do processo produtivo. Segundo a Associação Brasileira de Celulose e Papel - Bracelpa, 8,28% foi a redução das emissões de CO2 equivalente do setor de celulose e papel entre 2009 e 2010.

 

  • Eficiência energética

 

A indústria de celulose e papel já se aproxima da autossuficiência em energia. Isso porque tem usado cada vez mais fontes renováveis, como a biomassa. Nas áreas em que não é possível o uso da biomassa, o setor tem buscado utilizar o gás natural, que, embora seja um combustível fóssil, é considerado um combustível limpo.

 

O uso de subprodutos de processos de caldeiras das fábricas e a cogeração estão entre as ações do setor para reduzir as emissões de carbono. Neste sentido, ganha destaque o licor preto, um resíduo de madeira resultante da extração da celulose, que é um combustível limpo alternativo.

 

  • Recursos hídricos

 

A água é um recurso natural de valor inestimável. Mais que um insumo indispensável à produção e um recurso estratégico para o desenvolvimento econômico, ela é vital para a manutenção dos ciclos biológicos, geológicos e químicos que mantém em equilíbrio os ecossistemas.

 

Tendo consciência dessa relevância, o setor tem trabalhado firme nos últimos anos para reduzir suas taxas de consumo, tanto nas novas fábricas atualmente em construção, quanto nas unidades com mais de 20 anos.

 

A prática do reuso na indústria de celulose e papel, além de aumentar a disponibilidade dos recursos hídricos para outras atividades, reduz os custos da produção, evita perdas de produto final ou intermediário e minimiza a carga de poluentes a serem tratados.

 

Por isso o setor investe na melhoria contínua do uso desse recurso em seus processos produtivos, por meio de atualização tecnológica, gestão de efluentes e transformação de resíduos filtrados em subprodutos aproveitáveis.

 

  • Reaproveitamento de insumos e resíduos

 

A indústria de celulose e papel vem buscando progressivamente minimizar os impactos ambientais de suas atividades. Para tanto, o setor atua constantemente no replanejamento de processos, na redução e no reuso de insumos, bem como na utilização de resíduos para proteção do solo e na recilagem de materiais, gerando outros produtos para as demais cadeias de negócios.

 

Segundo a Bracelpa, 33 milhões de toneladas de matérias-primas e insumos consumidos em 2010, pela indústria de celulose e papel, podem ser considerados de origem renovável.

 

Já os resíduos não aproveitados pelo setor de celulose e papel das empresas promotoras do Fórum Papelcartão Sustentável são encaminhados a outros segmentos industriais, nos quais se tornam matéria-prima para, por exemplo, a fabricação de telhas e outros materiais da indústria de construção civil.

 

Nesse contexto, o setor de celulose e papel trabalha incessantemente no sentido de zerar as sobras e minimizar significativamente os impactos ambientais. Por exemplo, os resíduos florestais do processo produtivo – galhos, topos e cascas – são mantidos no campo, como proteção e adubação do solo.

 

No sítio industrial, parte das cascas e dos cavacos (pequenos pedaços de madeira) desqualificados para a produção de celulose, são encaminhados para a queima, em caldeiras que geram vapor para o processo produtivo e eliminando a utilização de combustível fóssil.

 

Na produção, a separação da celulose da madeira gera o chamado licor preto – queimado em grandes caldeiras de recuperação –, que não apenas substitui o combustível fóssil, como permite o uso de turbinas elétricas, que geram toda a eletricidade utilizada nas modernas fábricas de celulose.

 

Na produção de papel e artefatos, todas as sobras de papel são recicladas na própria unidade ou encaminhadas para reciclagem em outras fábricas, na forma de aparas de papel.

 

Por utilizar matéria-prima de origem renovável, a indústria de celulose e papel não gera grande quantidade de resíduos perigosos. Os que existem são destinados de forma adequada, sendo recuperados ou incinerados dentro dos padrões legais.

 

  • Reciclagem

 

A reciclagem é uma das grandes soluções para a diminuição dos resíduos sólidos gerados pela sociedade, e o setor de celulose e papel tem uma atuação significativa nessa área.

 

A recuperação e a reutilização de papel geram benefícios socioeconômicos, como renda para cooperativas de catadores, e ambientais, ao recuperar materiais e recolocá-los no ciclo de consumo.

 

A cadeia de valor da reciclagem começa na separação dos resíduos sólidos, passando pela coleta, triagem e preparação do material recolhido e, em seguida, pelo envio à indústria para que seja transformado em nova matéria-prima.

 

 

 

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