fórum papelcartão sustentável
Espaço aberto para o diálogo entre os elos da cadeia de produção,
consumo e reciclagem de papelcartão em prol da sustentabilidade

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Elos da cadeia de negócios

A cadeia produtiva de celulose e papel é de grande importância na economia brasileira, devido ao impacto significativo que exerce sobre inúmeras outras cadeias produtivas. Esta cadeia se destaca por suas fábricas modernizadas, qualificação de profissionais, florestas altamente produtivas e respeito aos critérios e práticas de sustentabilidade.

 

Fazem parte da cadeia de negócios do papelcartão sustentável:

 

  • Matéria-prima

 

A matéria-prima básica da indústria papeleira é a celulose, obtida pelo beneficiamento da madeira de florestas plantadas e, também, de aparas de papel geradas durante o processo industrial ou recuperadas após o consumo dos produtos, por meio da reciclagem, além de outros materiais fibrosos. Conforme o tipo de papel a ser produzido, a celulose é submetida a tratamentos especiais antes de ser processada na fábrica de papel. No caso do papelcartão, os principais objetivos são rigidez e resistência.

 

Após o cultivo da madeira em florestas plantadas, ela é descascada e picada em pequenos pedaços, chamados cavacos. Em seguida, são selecionados para remoção de lascas e serragens e, depois, submetidos a processos mecânicos e químicos para a produção da celulose.

 

Na primeira etapa desse processo, os cavacos são submetidos a um cozimento, em um equipamento chamado digestor, com a utilização de água, produtos químicos, pressão e temperaturas da ordem de 150ºC. O objetivo é separar as fibras de celulose da lignina – substância que une essas fibras, aumentando a rigidez da parede celular vegetal, e que constitui, juntamente com a celulose, a maior parte da madeira das árvores e arbustos.

 

Depois da separação, as fibras celulósicas formam uma pasta marrom que, na próxima etapa do processo, passa por uma série de processos e reações químicas, responsáveis por depurar, lavar e branquear essa polpa até a alvura desejada.

 

Após essas etapas, a celulose seguirá, basicamente, dois caminhos distintos:

 

1 - Será bombeada para uma máquina de papel – no caso de fábricas integradas (que têm base florestal e produzem celulose e papel).

 

2 - Passará por um processo de secagem e será estocada em fardos, para posterior comercialização para fábricas de papel, como celulose de mercado.

 

A lignina, após a separação das fibras não é descartada. Ela passa por outro processo que gera energia e, ao mesmo tempo, recupera os reagentes químicos usados no cozimento.

 

Produção sustentável – Nos últimos anos, o consumo sustentável de energia e de água, no processo de produção da celulose, tem alcançado conquistas significativas. Além disso, as empresas de celulose e papel investem em sistemas para produção limpa e tratamento de efluentes gerados nesse processo.

 

 

  • Fabricantes

 

A indústria de celulose e papel é um dos mais tradicionais setores da economia no Brasil. Surgiu em 1886 em um cenário de profundas mudanças políticas e econômicas. Apesar do cenário favorável e do trabalho de grandes famílias empreendedoras, o maior problema ainda era a obtenção da matéria-prima nacional em abundância para a produção. Essa questão estendeu-se até 1917, quando começaram os primeiros experimentos para a produção de pasta de celulose de plantas de origem nativa, até que se deu origem ao uso de eucalipto, no final da década de 50, por Max Feffer, filho do fundador do Grupo Suzano.

 

Nessa época, Feffer liderou uma equipe de cientistas em pesquisas que visavam desenvolver alternativas ao pinus na produção de celulose. Obteve resultados satisfatórios com o eucalipto, que acabou por revolucionar a fabricação de papel no Brasil e no mundo. A partir de 1958 começaram a ser fabricados os primeiros lotes de papel produzidos a partir desta fibra e, em poucos anos, o Brasil passou de importador a exportador de celulose.

 

Atualmente a planta é uma das principais fontes de matéria-prima para produzir papel. Em território brasileiro, o eucalipto encontrou ótimas condições de clima e solo para se desenvolver, com crescimento mais rápido que nos demais países e alto índice de produtividade. Hoje, as florestas plantadas de eucalipto cobrem 4,5 milhões de hectares no Brasil, segundo dados da Associação Brasileira de Produtores de Florestas Plantadas (ABRAF). Desse total, 1,8 milhão é cultivado pela indústria de celulose e papel, o que corresponde a 40% das florestas plantadas desse setor.

 

As décadas de 1960 e 1970 marcaram a consolidação da indústria de papel e celulose brasileiros, com o surgimento de novas empresas e a ampliação da capacidade produtiva instalada no país. Esse quadro atraiu grandes fornecedores mundiais de máquinas, produtos químicos e equipamentos, que se tornaram parceiros do setor de celulose e papel no Brasil.

 

Neste contexto surgem, por exemplo, empresas como Ibema, Klabin, MD Papéis, Papirus e Suzano Papel e Celulose, responsáveis hoje por cerca de 80% de toda a produção brasileira de papelcartão.

 

De acordo com a Bracelpa, em 2011 essa indústria produziu 733 mil toneladas de papelcartão, o suficiente para suprir a demanda interna em quantidade e qualidade e também exportar, pois o produto nacional é considerado Premium.

 

Essa característica é garantida não só pela qualidade do produto, mas também pela certificação em todo o processo produtivo do papelcartão, reconhecido com os selos do Programa Nacional de Certificação Florestal (Cerflor) ou do Conselho de Manejo Florestal, ou FSC®-Forest Stewardship Council®, órgão independente que difunde critérios e princípios que conciliam as salvaguardas ecológicas com os benefícios sociais e a viabilidade econômica. Esses reconhecimentos permitem acessar os mercados mais exigentes, aumentando a competitividade nacional no cenário atual de economia globalizada. Além disso, quem adquire produtos certificados tem a certeza de que são provenientes de florestas geridas de forma responsável.

 

 

 

  • Fabricantes de equipamentos

 

Este é o elo que garante a produção do papel a partir da retirada da celulose da madeira de florestas plantadas.

 

Aqui estão incluídas máquinas para papéis gráficos, máquinas para impressão de gravuras, máquinas para papéis, secadores de celulose, acabamento, revestimentos de rolos e alta-tecnologia em automação para controle da produção e da qualidade das máquinas e processos para a fabricação da celulose e papel.

 

  • Indústria gráfica

 

Hoje aproximadamente 20 mil empresas formam o parque gráfico nacional. Esta parte do elo nasce com a entrada do papel e, por isso, é visto como um dos mais tradicionais do setor. A primeira gráfica instalada no Brasil foi em 1808. Atualmente, o setor representa 1% do PIB brasileiro e 5,8% do PIB industrial, sendo responsável pela geração de mais de 200 mil postos de trabalho diretos.

 

  • Varejo

 

O papelcartão abastece os fabricantes de leite, lácteos, sucos, molhos, vinhos, cereais, chocolates, farináceos, grãos, preparados e misturas, alimentos congelados e refrigerados (entre muitos outros), bebidas engarrafadas e enlatadas (refrigerantes e cervejas), higiene e limpeza, peças e utensílios, eletroeletrônicos, brinquedos, calçados, utilidades domésticas, etc.

 

Este público representa profissionais das áreas de compras, de design, de embalagens e de marketing das empresas atuantes no setor, desde convertedores até grandes indústrias que utilizam o papelcartão como embalagem de seus produtos.

 

  • Certificadoras

 

O menor ou maior impacto socioambiental está relacionado ao modo como as florestas são plantadas, manejadas, colhidas e gerenciadas. Ao reduzirem os efeitos negativos e maximizarem os positivos, atendendo a princípios e critérios de cada certificação, as empresas brasileiras de celulose e papel recebem certificações em suas florestas e em seus sistemas de gestão ambiental.

 

O processo para obter a certificação envolve ações rigorosas e abrangentes, que vão desde os métodos de plantio e colheita das árvores, até os cuidados com a saúde e a segurança dos trabalhadores. A conformidade com a lei federal, estadual e municipal é uma exigência básica para a certificação.

 

Metade dos cerca de 6,3 milhões de hectares de florestas plantadas no Brasil está certificada pelo Forest Stewardship Council® (FSC®) e pelo Programa Nacional de Certificação Florestal (Cerflor). As certificações também avaliam e atestam toda a cadeia de custódia, o que expõe o rastreamento de toda cadeia produtiva da madeira extraída, independentemente de sua utilização e destino, funcionando como uma espécie de garantia, pois a lista de exigências para que ele seja adquirido é muito maior do que o que é exigido por lei.

 

Há, ainda, a certificação ISO 14001, da International Organization for Standardization, que estabelece diretrizes básicas para o desenvolvimento de um sistema de gestão ambiental nas empresas. As companhias também seguem as normas da OHSAS 18001, estabelecidas pela Occupacional Health and Safety, que tem o objetivo de controlar e melhorar o nível de desempenho da Saúde e da Segurança do trabalho.

 

 

 

  • Recicladores

 

O Brasil é um grande reciclador de papel. Em 2011, o consumo aparente de papel no País registrou 9,29 milhões de toneladas e a recuperação de aparas foi de 4,08 milhões de toneladas.

 

  • Coleta seletiva

 

A coleta dos materiais separados nas residências é uma etapa-chave para o que seria lixo se transformar em matéria-prima, voltando ao ciclo produtivo. E, à medida que a população cobra uma postura pró-ativa de seus governantes, a coleta seletiva de resíduos sólidos pelos serviços municipais também está crescendo. Saiba como você pode colaborar em www.cempre.org.br, site do Compromisso Empresarial pela Reciclagem, associação sem fins lucrativos dedicada à promoção da reciclagem.

 

 

 

 

 

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