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18 junho 2012
Rio+20: setor de celulose e papel debatem, hoje, crédito de carbono florestal

 Segundo a Bracelpa, o setor de florestas plantadas para fins industriais no Brasil estoca, aproximadamente, 1,3 bilhão de toneladas de CO2equivalente (tCO2e) em 7,0 milhões de hectares, dos quais 2,2 milhões de hectares são destinados à produção de celulose e papel. As estimativas não incluem as áreas de conservação mantidas pelo setor – reserva legal, áreas de preservação permanente, entre outras –, de aproximadamente 2,9 milhões de hectares. Para se ter uma ideia, esse estoque equivale a mais da metade de todas as emissões do País em 2005, que foram de cerca de 2,18 bilhões de tCO2e.

Para mostrar esses resultados e defender a produção cada vez mais sustentável dos vários tipos de papéis no Brasil, incluindo o papelcartão, a partir da valorização do carbono florestal, a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), o International Council of Forest and Paper Associations (ICFPA) e a Associação Brasileira de Celulose e Papel (Bracelpa) promovem hoje, 18, o seminário Forests: the Heart of a Green Economy (Florestas: O coração da economia verde). O encontro é um evento paralelo à Rio+20, no Rio de Janeiro.

Neste encontro, a associação apresentará a Iniciativa Brasil Florestas Sustentáveis, programa estratégico em estruturação para o cultivo adicional e manejo sustentável de florestas industriais, de maneira integrada à proteção e à conservação de florestas nativas, como alternativa de mitigação das mudanças climáticas e de promoção do desenvolvimento territorial sustentável. Esse projeto está de acordo com o Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL), do Protocolo de Kyoto, e poderá servir de base para pilotos em larga escala, bem como para políticas e programas setoriais mais amplos. Além disso, poderá colaborar com os compromissos voluntários, assumidos pelo governo brasileiro em 2009, durante a COP-15, para mitigar os efeitos do aquecimento global.  

Assim, o setor de celulose e papel espera conjugar a valorização dos benefícios climáticos e socioambientais – inclusive por meio de créditos de carbono – com a necessidade e o desafio de expandir a base florestal brasileira no contexto da economia verde. “Não se trata apenas de ações potenciais ou necessidades brasileiras. Estimativas da FAO apontam que mais de 2 bilhões de pessoas em todo o planeta dependem de biomassa florestal para sobrevivência, o que deixa claro a necessidade de incrementar os esforços de coordenação e cooperação internacional nessa área”, afirma Elizabeth de Carvalhaes, presidente executiva da  Associação Brasileira de Celulose e Papel (Bracelpa). 

Nesse sentido, o Brasil pode atuar como protagonista na difusão de experiências importantes para outros países em desenvolvimento, a fim de fomentar a economia verde com base nas sinergias entre a mitigação da mudança do clima e a promoção do desenvolvimento sustentável.

 

Fonte: Bracelpa (www.bracelpa.org.br)

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